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sábado, 10 de junho de 2017

A Múmia - Crítica.



De tempos em tempos, os produtores de Hollywood 
sentem que precisam mudar a maneira de fazer
os seus filmes para atraírem o público e pra isso
recorrem há várias estratégias.

De um tempo pra cá, duas delas vem
sendo utilizadas.

A primeira são os remakes/reboots,/recomeços
infindáveis de franquias antigas (e até de algumas
não tão antigas assim).

Porém os remakes nem sempre dão certo, (pra falar
a verdade poucos dão.), por isso a galera
de Hollywood começou á utilizar outra estratégia,
a dos universos compartilhados.

Em vez de fazer só um filme, a onda agora
é fazer vários, todos habitados em um mesmo
universo.

O conceito de Universo Compartilhado começou
pra valer com a Marvel, lá
com o seu primeiro Homem de Ferro de 2008,
mais tarde a Warner também entrou
na onda criando outros dois universos
no cinema, o da DC com
o Homem de Aço de 2013 e o
Monsterverse com o 
Godzilla de 2014.


A Fox por sua vez, tem os direitos 
do universo mutante da Marvel
e desdo ano 2000 vem fazendo
filmes dos X-Men e seus derivados
tendo também assim, o seu próprio
universo compartilhado.


A Universal não queria ficar de fora da
brincadeira.

Eles não tem super-heróis(talvez o Namor, mas isso é
outra história), mas tem outra coisa quase tão boa
quanto:

Os monstros mais clássicos da história 
do cinema.


Drácula, Lobisomem, Frankenstein,
e claro a Múmia.

Todos eles tiveram clássicos filmes na era
de ouro do cinema, então traze-los de volta
em um universo compartilhado seria
uma boa ideia.

Porém a primeira tentativa,
Drácula - A História Nunca Contada
de 2014, não teve o resultado esperado
pelo estúdio e foi descartado
e agora a nova versão da Múmia
estrelada por Tom Cruise é
considerado o verdadeiro início
do chamado Dark Universe.

Mas chega de enrolar, o filme é bom ?

É o que vamos saber.







("Deter essa múmia será uma missão impossível.")



O filme começa contando a origem da Múmia.
a princesa Ahmanet (Sofia Boutella) que foi
mumificada  viva depois de cometer atos
terríveis e de quase libertar o mal definitivo no
passado.

Nos dias atuais o militar e ladrão de túmulos nas horas
vagas Nick Morton (Cruise) junto da pesquisadora
Jenny Halsey (Annabelle Wallace) e do amigo
Vail (Jake Johnson) encontram a tumba
de Ahmanet e logicamente a libertam.

Para deter a Múmia ressuscitada Nick
contará com a "ajuda" do 
Dr. Henry Jekyll (Russell Crowe)


Bem, a história do filme é simples 
e até interessante, mas a maneira
como é contada não agrada.

O filme acredita que o espectador
é burro, é toda a hora para pra explicar
a trama.

Não há quase terror nenhum, focando mais
na ação e humor.

E o pior, o filme sofre com a preocupação
do estúdio de estabelecer logo de cara
o universo compartilhado.

A presença do Dr. Jekyll na trama
é desnecessária, uma aparição em uma
cena pós-créditos ficaria melhor ao meu ver.




(Bela múmia.)

Mas o filme tem seus pontos bons.

Sofia Boutella consegue fazer uma vilã
ao mesmo tempo sensual e assustadora,
Cruise sustenta a história com seu carisma
e há várias referencias aos outros monstros da
Universal e até outras obras, como
a Múmia de 1999 e até 
Um Lobisomem Americano em Londres.



Bem, a Múmia não é tão bom
quanto poderia, mas também não
é um desastre.

Resta saber se a bilheteria ajudará 
esse Dark Universe á continuar.




Título: A Múmia.

(The Mummy)

Ano: 2017.

Direção: Alex Kurtzman.

Roteiro: David Koepp, 
Christopher McQuarrie e
Dylan Kussman.

Elenco: Tom Cruise, Sofia Boutella,
Annabelle Wallace, Jake Johnson,
Russell Crowe, entre outros.

Nota: 5/10.









sábado, 3 de junho de 2017

Mulher Maravilha - Crítica.




Desde que se iniciou em 2013, o universo de filmes
compartilhados da DC (chamado pelos fãs de DCEU)
vem sofrido duras críticas.

Apesar de Homem de Aço, Batman vs. Superman
e Esquadrão Suicida terem ido relativamente bem de 
bilheteria, as críticas aos roteiros e estilos adotados nos
filmes não foram nada boas.

Por causa disso, acabou caindo nas costas
da Mulher-Maravilha, o mais recente filme 
do DCEU, a responsabilidade de 
"salvar esse universo", como disseram alguns.





(Está pronta pra salvar o universo, Diana ?)


Porém a coisa se complicava ainda mais, quando
se leva em consideração o péssimo histórico com
filmes protagonizados por super-heroínas.

Apesar de existirem muitos filmes(e franquias) boas
com mulheres como personagem central, como por exemplo:
Alien, Exterminador do Futuro, Kill Bill, Jogos Vorazes
e os últimos Star Wars e Mad Max, filmes
com super heroínas propriamente ditas foram todos
fiascos.

Supergirl (1984), Red Sonja (1985), 
Mulher-Gato (2004) e Elektra (2005)
são excelentes exemplos desses 
péssimos filmes.

E Mulher-Maravilha ?

É um bom filme ou vai fazer
companhia as outras ?

É o que vamos descobrir.




("Eu sei que os filmes são ruins, não precisa fazer essa cara.")


A heroína demorou até ganhar uma versão
nos cinemas, pra ser ter ideia á sua última aparição
live-action foi o famoso 
seriado dos anos 70 com a  Lynda Carter.

Em 2011 teve uma tentativa de uma nova serie estrelada
por Adrienne Palicki, mas aquilo era tão ruim, que é
melhor esquecer.


Bem e o filme ?

A trama do longa se passa na época da
Primeira Guerra Mundial.
(Nas HQs era a Segunda, mas talvez
para evitar comparações com o 
Capitão América foram feitas mudanças.)






Diana (Gal Gadot) princesa das Amazonas,
vivia em Themyscira, a Ilha Paraíso
com sua mãe 
a Rainha Hipólita (Connie Nielsen),
sua tia,  
a General Antíope (Robin Wright)
e as demais amazonas, quando
um pequeno avião caí na ilha.

Diana resgata o jovem piloto, que se revela
como o espião Steve Trevor (Chris Pine)
que relata á elas sobre a guerra e as terríveis
armas químicas que o
General Ludendorff (Danny Huston)
e a Doutora Venero (Elena Anaya)
estão desenvolvendo.

Vendo que não podia ficar parada diante
dos horrores que ouviu, Diana
parte com Steve para acabar com a guerra.





(E vocês se acham por levantarem uns pesinhos na academia.)




Bem, na minha opinião o filme funciona.

A história é boa, com bom desenvolvimento
dos personagens, a maioria das cenas de ação
agradam, as piadas são engraçadas e feitas na hora certa
e a trilha sonora é ótima.




(Esse dia foi louco, eu tava lá.)


Apesar dos acertos, os filmes tem alguns erros.

Como a presença da Mulher-Maravilha na guerra
parecer não ter entrado para a história, o excesso
de cenas em slow motion e o tom escuro de algumas
cenas que dificultam o entendimento.





(É o paraíso, mas só pra mulheres.)


Mesmo com esses pequenos deslizes,
o filme é sim, muito bom e na minha
opinião o melhor do DCEU até agora.

Resta saber se 
Liga da Justiça manterá a qualidade.






Título: Mulher Maravilha.
(Wonder Woman.)

Ano: 2017.

Direção: Patty Jenkins.

Roteiro: Allan Heiberg, Zack Snyder
e Jason Fuchs.


Elenco: Gal Gadot, Chris Pine,
Connie Nielsen, Robin Wright,
Danny Huston, Elena Anaya,
Lucy Davis, David Thewlis,
entre outros.



Nota: 8/10.




















sexta-feira, 26 de maio de 2017

Personagens Gatas: Ravena.


Fala galera, no artigo de hoje veremos artes e imagens
espetaculares de uma das melhores bruxas das HQs,
a gótica mais gata da DC.

A estonteante Ravena.



Criada por Marv Wolfman e George Pérez,
a Ravena surgiu em 1980 em
DC Comics Presents N: 26.

Ravena tem poderes místicos
e é metade humana, metade demônio, já
que o seu pai é o terrível demônio 
Trigon.


Ravena foi criada no reino místico
de Azarath, aonde aprendeu
a meditação e o controle de suas emoções.

Porém ela se viu obrigada á abandonar 
esse plano e vir para o nosso, aonde
conheceu Robin, Estelar, Mutano,
Ciborgue e Moça-Maravilha
formando com eles os 
Novos Titãs.

Durante os anos, Ravena demonstrou
ser uma grande super heroína e uma
das personagens mais populares da DC.

Principalmente depois da sua versão
no anime dos Titãs.



Bem, acho que já deu de informação, é hora de
apreciar belas artes dessa filha do demônio.






































Tchau.
















sábado, 13 de maio de 2017

Alien Covenant: Crítica.


De todos os monstros
terríveis que a ficção já concebeu, o mais
fascinante pra mim sempre foi o Xenomorfo.

Na infância e pré-adolescência eu morria
de medo dele, mas com o passar
dos anos, o medo virou fascínio
 e eu me tornei um fã da franquia
Alien.

Assisti aos quatro longas, os tenebrosos crossovers
com o Predador e claro, ao derivado
Prometheus.


E claro, quando Alien Covenant foi anunciado
eu também tinha que conferir.


Veremos se o retorno
dos mais terríveis alienígenas
do cinema é bom ou não.







Prometheus parte 2 ?



A história do longa se passa
dez anos após Prometheus e ao
contrário do filme anterior aonde
os tripulantes estavam atrás
das origens da humanidade, aqui
a busca é pelo futuro da mesma
já que Covenant é uma nave colonizadora
que está em viagem a um distante planeta
com possíveis condições de vida
favoráveis aos humanos.

Porém eles recebem um estranho
sinal vindo de um mundo mais próximo
e resolvem ir lá para investigar e 
aí que as coisas desandam.






(Tá saindo das costas o monstro.)

Covenant tem uma premissa interessante
mas a sua execução não é tão boa.

Os personagens são muito mal
desenvolvidos, com exceção
apenas da protagonista 
Daniels(Katherine Waterston)
e dos androides Walter e David
ambos vividos por Michael Fassbender.

A trama e meio parada e demora
pra engatar e por vezes
o longa parece uma mistura
de Oitavo Passageiro, o Resgaste 
e Prometheus, fazendo com o
ele não tenha uma identidade própria.






(Olha o monstrão aí.)


O Alien propriamente dito demora pra
aparecer e as cenas
de mortes apesar de grotescas
ficam bem genéricas.


O longa até dá alguma tensão,
mas nada do nível claustrofóbico
dos anteriores.



Finalizando, Covenant
tem os seus bons momentos,
mas não se sustenta bem no final das contas.

Resta saber se no futuro, as coisas
serão melhores para
o Ridley Scott e suas
criaturas.








Título: Alien Covenant.

Ano: 2017.

Direção: Ridley Scott.

Roteiro: John Logan.


Elenco: Katherine Waterston,
Michael Fassbender, Danny McBride,
Billy Crudup, Carmen Ejogo, 
James Franco, Guy Pearce, 
Noomi Rapace, entre outros.


Nota: 6/10.



















Os Guardiões - Crítica.


Quando se fala em filmes de super-heróis, a primeira
coisa que vem á mente da maioria das pessoas
são as mega-produções estreladas pelos
ícones da Marvel e DC.

Porém os russos, querem mudar isso e pra isso
uniram esforços para produzir o seu primeiro
filme de super-heróis.

E agora vamos analisar se
o resultado foi favorável ou não.





Ao contrário da maioria dos filmes do gênero, Guardiões não
adapta personagens originários das HQs e sim os criou exclusivamente
para o cinema.
(Bem, até aonde eu sei, é isso.)

Ou seja, a história é original e não uma adaptação.

Bem, a história em questão se passa logicamente na Rússia
nos dias atuais.

Um cientista meta-humano chamado August Kuratov (Stanislav Shirin)
que tem a capacidade de controlar máquinas, se tornou uma ameaça mundial.

Para detê-lo uma organização secreta do governo chamada Patriot, resolve
reunir os Guardiões, humanos que foram modificados geneticamente por
August no passado, são eles: 






Ler - Landman


Até aonde pude notar ele é o líder do grupo.

Ler tem habilidade de controlar a terra e rochas e usa-las para
criar uma espécie de armadura de pedra(isso não me parece muito funcional.)
Perto do final do filme, ele ganha um upgrade, conseguindo usar um...
chicote de pedras ?! (WTF ?)


Antes de ser convocado para a missão, ele vivia isolado
em uma igreja afastada atuando como padre.

Ler é vivido pelo ator Sebastien Sisak.







Xenia Waterwoman


Vivida por Alina LaNina, Xenia é a representante
do sexo feminino na equipe.

Ela consegue transformar o seu corpo em água
e assim ficar invisível.(Sue Storm versão russa.)

Como o seu amigo Ler, Xenia ganha
perto do final do filme a habilidade extra
de fazer objetos e outras pessoas
também ficarem invisíveis através do toque.







Khan Windman


Eu fiquei confuso sobre os poderes desse 
ninja russo(seria ele parente do Strider Hiryu ?)

Não sei bem se ele é capaz de se teleportar ou
se tem super-velocidade.
(Estou mais inclinado para a primeira hipótese.)


Ao contrário de seus companheiros de equipe
Khan não muda tanto no fim do
filme, só o visual que passa á se  parecer
com uma versão alternativa do 
Soldado Invernal.
(O que faz muito sentido.)

Khan é interpretado por
Sanzhar Madiev.






Ursus Wildman


De longe é o  personagem mais chamativo da equipe.
Ursus tem a capacidade de se transformar em um
ser metade homem e metade urso, coisa que é bem
legal.

Como os seus companheiros, Ursus ganha
melhorias no fim do filme.


Ele passa á carregar uma metralhadora nos
ombros e a ser transformar em um urso
por completo.

Anton Pampushnyy interpreta o personagem.






Bem agora que já sabemos quem são
os heróis, é hora de falar da história do filme.








Um cientista louco chamado 
August Kuratov 
se tornou um meta-humano com a capacidade
de controlar aparelhos eletrônicos e pretende
dominar o mundo com essa habilidade.

Para detê-lo Elena Larina ( Valeriya Shkirando) a chefe de uma divisão secreta do
governo chamada Patriot, convoca os quatro super seres
citados acima para formar os Guardiões.

E é isso...
essa é basicamente a história do filme.

Apesar da premissa ser interessante o resultado
final não é nem um pouco.


Hora de falar o porque.





Roteiro


A história do filme é fraca e mal desenvolvida.

Os Guardiões foram todos frutos de experiencias proibidas
feitas pelo vilão e todos eles tem seus traumas:

Ler perdeu a toda a família, Xenia tem amnésia,
Khan matou acidentalmente o próprio irmão e 
Ursus teme perder sua humanidade.

Apesar de interessante, esses traumas não
são explorados pra valer e ficam
parecendo apenas tentativas frustadas 
de dá profundidade aos personagens.

Outro é como a equipe é formada, eles
são facilmente convencidos á ajudar.

Outro ponto negativo é que o vilão tem um plano
sem sentido algum.

E o final é terrível, com uma solução
para derrotar o vilão, que é
simplesmente ridícula.







Cenas de ação e efeitos especias.



O filme tem até uma boa quantidade de cenas
de ação, porém nenhuma delas muito impactantes
e todas meio genéricas.

Você as ver e diz: "Já vi isso antes, em algum lugar."

Em relação os efeitos,
eles variam de bons á razoáveis.

Tem cenas muito bem feitas, outras nem tanto.




Erros.



Além dos já citados problemas no roteiro
e mal desenvolvimento dos personagens, o filme conta com
outros problemas como
interpretação fraquíssima do elenco e até mesmo
erros de continuidade.

Como já disse acima, perto do final
do filme, o Ursus se torna
um urso por inteiro e suas
calças vão pro espaço.

Até aí tudo bem, o problema
ocorre quando ele volta á ser humano.

Ele simplesmente aparece de calça de novo
sem ter nenhuma explicação de onde ela veio.


Eles poderiam ter feito uma cena com
ele pegando outra calça, de uma inimigo
ou um de seus companheiros de equipe
arrumando uma pra ele.

Você pode até dizer que é uma besteira,
mas toda a vez que lembro disso, penso
que as calças desse cara devem ter
fator de cura.







Não foi dessa vez.


É, apesar da boa iniciativa
dos russos, não foi
dessa vez que eles conseguiram fazer um bom
filme de super-heróis.

Mas acredito que eles não devam
desanimar.

É tentando que se consegue as coisas.








Título: Zaschitniki.
(Os Guardiões.)

Ano: 2017.

Direção: Sarik Andreasyan.

Roteiro: Andrei Gavrilov.


Elenco: Sebastien Sisak,
Alina LaNina, Sanzhar Madiev,
Anton Pampushnyy, 
Stanislav Shirin, Valeriya Shkirando
entre outros.



Nota: 4/10.


















































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